Conexion 2025 - Economia da Atenção 5.0: Como reter em meio ao caos digital
Sobre o Vídeo
Com Clarissa De Angelis (ActiveCampaign)
Nesta palestra no Conexion 2025, Clarissa De Angelis propõe uma reflexão prática sobre um dos maiores desafios do marketing atual: conquistar — e merecer — a atenção das pessoas em um ambiente saturado de estímulos.
A partir da sua experiência em marketing e automação, ela discute:
Por que não é verdade que “a atenção dura 8 segundos”
O paradoxo do marketing digital: todos competindo por audiência com pouco investimento real
A diferença entre interromper e antecipar o interesse do público
Como usar dados, automação e IA sem perder o elemento humano
O papel estratégico do WhatsApp e das campanhas inteligentes
A importância de integrar plataformas e evitar o caos operacional
A principal mensagem é clara: em vez de gritar mais alto, as marcas precisam ser relevantes o suficiente para merecer atenção. IA e automação são ferramentas poderosas, mas só funcionam quando potencializam estratégia, criatividade e empatia humanas.
#EconomiaDaAtencao #MarketingDigital #ActiveCampaign #Automacao #Conexion2025
[00:06] Clarissa: Bom, eh, eu, eu trabalho com, com marketing já faz um tempo, né? Mais tempo que eu gosto de admitir, inclusive, eu sempre falo isso. E, e eu vejo várias palestras assim, e eu sempre tenho medo de chover no molhado, sabe? De, das pessoas falarem: "Nossa, mais uma palestra que eu vou ignorar". Então, a minha ideia é propor uma reflexão mesmo juntos, eh, não só por conta do nosso trabalho, mas essa questão da atenção, uma coisa que me pega muito, não só pelo trabalho, mas pela vida. Então, me chamem depois pra gente discutir mais e conversarmos. Bom, eu tava mexendo nas coisas, preparando essa, esse, esse conteúdo, e eu achei que a atenção das pessoas, uma pesquisa X, a atenção das pessoas dura oito segundos. A minha, a minha dura oito segundos mesmo. Mas, de maneira geral, as pessoas ficam, eu consigo ficar duas horas scrollando o computador. Minha atenção tá onde, né? Eu assisti Vali tudo. E, e o tempo inteiro. Eu fiquei lá firme, sobrevivi a, a intervalos inclusive. Durou mais de oito segundos, né? Eu pesquisei todo a, tudo, tudo que tinha acontecido na Virginia, entre a Virginia e o Vini Jr, também mais de oito segundos. E, enfim, então, não é que a nossa atenção dura só oito segundos, né? A gente, a gente se preocupa muito com a relevância, porque tudo concorre com a gente, né? E uma das coisas, a gente também disponibilizei esse conteúdo no final da palestra, mas 79% das marcas falam com as pessoas pelo WhatsApp, né? Eu não sei quão consumistas vocês são, eu sou bastante também. E, mas eu consigo, eu tô trabalhando, preciso dar uma scrollada em alguma coisa para, vou tomar um café. Eu paro de fazer o que eu tô fazendo para conversar com uma marca, perguntar o preço de alguma coisa. Então, o conteúdo tá aí. E aí a reflexão é, talvez só a gente não seja tão interessante quanto Vini Jr. e Virginia. Bom, um paradoxo pra gente pensar. Eh, a gente fala assim, nossa, tá cada vez, eu não sei quanto, só levantem a mão. Quantos de vocês trabalham com mídia digital, com, ai, basta, é todo mundo. Ah, enfim. Eh, tô nesse, tô nesse barco aí junto. Eh, a gente reclama o tempo todo que os leads estão cada vez piores, que lead qualificado não existe mais. Eh, ai, uma coisa, a gente sofre com as mudanças dos algoritmos, porque o que vale hoje, amanhã já tá completamente diferente, virou outra coisa. E você fica tentando lá se encaixar, o que vai dar resultado, o que não vai. E uma coisa que é a que mais me dói é não conseguir rastrear o que efetivamente deu o resultado de fato, porque as conversões vão acontecendo loucamente. E aí o paradoxo é: tá todo mundo fazendo Meta Ads, tá todo mundo fazendo Google Ads e tá todo mundo fazendo WhatsApp. Mas 64% das, das empresas investem menos de R$10.000 por mês. Se você considerar os 22 dias úteis, mais ou menos, de cada mês, é nada, né? E a gente está aqui, todo mundo se estaqueando pela audiência, né? Gastando 12, que não vai converter e realmente não vai trazer um lead qualificado. Então, tudo tá muito confuso nesse mundo, né? E quanto mais canais a gente vai criando, aí eu olhando pra cá e ele tá aqui. Eh, e quanto mais canais a gente vai criando, menos conexão a gente vai fazendo com as pessoas, porque a gente fica lá, tentando fazer aquele ad virar, fazer virar e, enfim, nem sempre vira. E aí, falando da economia da atenção, a gente tem o começo, lá nos primórdios, vocês, a maioria aqui é bem mais jovem do que eu, mas no começo, a gente fazia muito outdoor. Quando eu entrei no marketing, a gente fazia, a gente investia pesado em outdoor, até porque foi antes do Kassab, que fez a lei do, do zoneamento da cidade, a gente investia muito. A gente fazia, eu trabalhei muitos anos na Totvs, a gente comprava páginas do jornal, comprava a primeira página. Então, era uma coisa que gritava para as pessoas, né? Então, era assim que a gente chegava. Depois, a gente começou a fazer uma segmentação demográfica, também, quem, né, pessoal mais velho. A gente começou a falar assim: "Não, esse meu produto é pra mulheres acima de 35 anos, que moram numa cidade". Mas, mas não tinha pesquisa. A gente não fazia pesquisa, a gente ia chutando as coisas e ia vendo o que ia dando certo, né? Nem sempre ia mesmo. Aí começou, eh, o inbound, que era o conteúdo de valor, que foi uma coisa assim: "Ah, eu não posso falar que eu tô vendendo. Eu não posso, eu vou gerar um conteúdo ótimo, a pessoa vai, eu vou atrair, e aí vou lá e converto", né? "Aí chego no final e falo: 'Olha, você viu o meu case, você viu o meu e-book?' E agora vem aqui e compra de mim". E nisso, a gente baixou 800 milhões de e-books que a gente nunca leu, né? Eu tenho um milhão até hoje. E, depois, a gente começou a personalização em escala, que também não era, eu, eu vou, vou fazer um, uma, um parênteses aqui da personalização em escala, que a gente também tem o ABM, que surge nessa fase pós-inbound, e eu acho o ABM uma coisa muito respeitável. Eu conheço gente que faz muito bem o ABM. Eh, mas a gente começou a personalização em escala. Então, o que que a gente fazia? A gente pegava, coloca, coloca lá nos colchetes, eu trabalho, né, Active faz isso, inclusive. Eh, você coloca lá entre os colchetes, o nome da pessoa e você fala: "Não, agora eu tô mandando um e-mail personalizado". Mas, desconsiderando qualquer outra coisa que fosse, né? Só mandava lá um e-mail com o nome da pessoa. Às vezes, nem ia o primeiro nome, né? Porque às vezes as listas eram tão grandes que a gente chegava no final, tava qualquer coisa no começo. E, e aí, agora, a gente entra nesse momento do ser invisível até ser necessário. As pessoas não querem, e quando eu falo as pessoas, me coloco nesse grupo, a gente não quer ficar mais recebendo um milhão de e-mails. A gente ignora. O Google faz isso, né? O Gmail faz isso. Ele separa justamente quem, qual foi a última vez que vocês olharam a caixa de spam de vocês, na caixa de propagandas? A gente não olha mais, né? A gente tem essa dificuldade. A gente separa, então, cada vez mais esse conteúdo que a gente cria, que a gente se aproxima das pessoas, ele tem que ser muito sutil, e eu tenho que merecer. Então, se antes a gente falava, como é que eu chamo a atenção? Hoje é, como é que eu mereço ter a atenção do meu público? E aí, eu, eu penso isso: no feed perfeito, a gente antecipa, a gente não interrompe. E eu vou dar um exemplo que aconteceu comigo. Eh, eu sou consumista. Eh, eu sou viciada em rede social, né? Oi, eu me chamo Clarissa, eu sou viciada. E aí, a gente, eu, eu gosto muito de comprar maquiagem pela internet, porque eu não tenho paciência de ir na loja, ficar olhando e aí eu olho, penso, falo, nossa, esse é perfeito e tem um monte de batom mais ou menos igual. E, e aí eu, esses dias eu vi uma promoção, e aí eu acessei um monte de vezes o, os links da Mac, da Sephora, e hoje chegou um anúncio pra mim de uma pessoa falando assim: "Pare de comprar maquiagem errada. Faça, descubra a sua paleta de cores." Mas isso comprou, alugou um triplex na minha cabeça. Porque eu falei: "Meu Deus, eu tô comprando aqui o mesmo batom que é cor de boca", a maioria batom, não tem cor de nada. "Eu tô comprando aqui esse monte de batom igual, né? E eu nunca vi uma paleta de cores." E o que que aconteceu? Eu comprei o anúncio da moça. Comprei o anúncio. Vai chegar, vai, vai chegar, tava esperando liberar. Acho que já deve tá no meu e-mail. Mas eu comprei. Por quê? Foi um negócio muito antecipado, né? Então, o, de certa forma, não, não sei, não me perguntem, ah, mas como é que foi isso? Você sabe qual foi esse, esse, não sei, não tenho ideia. Mas foi muito, foi muito acertada, né? Ela antecipou a forma e me comprou, me ganhou, sem ficar com aquele monte de anúncio, aquele monte de coisa. Aí, então a gente tem três verdades que, gente, isso tudo também é, são as coisas da forma como a gente, como eu enxergo as, as coisas e baseado muito numa pesquisa que a gente fez, que eu já falei, né, tá aqui. Mas enfim, menos é mais. E eu acho que o quiet luxury, né, que veio com, que agora todo mundo, né, tudo é quiet luxury, eu acho que é isso mesmo. A gente tá cansado das marcas gritarem pra gente. Ninguém aguenta mais ver aquele monte, né, eh, aquele monte, né, de propaganda, aquele monte de coisa. A gente encheu, né? Então, menos, cada vez, vai ser mais. Eh, dados, ah, bom, isso eu nem, nem vou entrar nesse mérito, porque todo mundo trabalha aqui com, com mídia, mas dados é, é o cada vez menos a gente vai viver sem dados. Eh, e o WhatsApp, que aqui também é um pouco vendendo o meu peixe. ActiveCampaign. Eh, 90% a gente fez essa pesquisa, 90% das pessoas, das empresas que a gente pesquisou, eles usam o WhatsApp para se comunicar com o público. Mas só 41% usam campanhas inteligentes. E tem em algum lugar, não, não lembro se eu pus aqui, mas só, acho que 30% só conseguem ter resultado de fato. Então, o WhatsApp é uma coisa que a gente tá aproveitando muito mal. E a gente não vive sem WhatsApp, né? E aí, é como você pensar, eu tenho um iPhone, mas eu só uso pra fazer ligações. O potencial do WhatsApp é muito grande. É claro que daqui a pouco, eu, eu brinco, né? Eh, o WhatsApp é incrível, né? A gente faz, todo mundo quer falar pelo WhatsApp. Daqui a pouco a gente estraga o WhatsApp também. E, bom, mas o que que, na minha concepção, como é que a gente cria essa, essa estratégia, né, do marketing, para ter um marketing inteligente? Então, a gente vai ter sempre o cérebro, e aí tava ouvindo vocês falarem, né, da IA. A IA, ela tem que ser nosso aliado. Eh, e, eu, eu gosto de falar sempre que se você não quer ser substituído por um robô, não seja um robô. Não haja como um robô. A gente sempre vai precisar do humano, porque a gente que, é a gente que cria a estratégia, é a gente que é criativo, é a gente que sabe como é o outro humano. Ah, mas tem um robô que daqui a pouco. Não, tem, vão surgir, cada vez mais inteligentes. Mas quem sabe o que é humano, somos nós. Então, eh, se preocupem com isso sempre, em vocês, na criatividade, confiem na criatividade, empatia e tudo mais. O músculo dessa execução vai ser, vão ser as automações. Também, não dá mais pra gente viver sem automação, não dá pra fazer as coisas na mão. Eh, os gatilhos comportamentais e os flows inteligentes. Então, a gente tem, a gente precisa ganhar velocidade, padrões, evitar repetição e com isso se juntar com as máquinas. Aí eu criei, eu, como tá perto da hora do almoço, eu não vou passar muito por isso, mas eu vou disponibilizar o PPT, depois vocês olham direitinho. Eu criei alguns, alguns, alguns exemplos de como a gente poderia fazer essas automações que, que sejam interessantes assim, mas de ideia pra ficar pra vida de vocês. E aí, eh, eu acredito nesse stack real. Mas aqui, ó, esse, o layer que é básico vai ser sempre o humano. Então, a gente pensar do mesmo jeito que eu não quero ser bombardeado por um monte de marcas, que eu não quero receber 87 milhões de mensagens no WhatsApp, minha audiência também não vai. Essa execução, a gente tem que fazer uma execução que a gente consiga mensurar, que a gente consiga fazer gestão de rota, mudar para onde for. Eh, e, ter esse acompanhamento em tempo real, de forma inteligente. E os dados a gente, eu tenho certeza que vocês também usam planilha, porque eu sou viciada em planilha. E, a gente começar a evitar esse monte de planilha. Você fala, você fala assim: "Preciso de um reporte disso". Ah, tá na planilha X. Ah, mas e a planilha Y? Então, tenham sempre plataformas que consigam, que vocês consigam controlar os dados e olhar as campanhas de vocês como um todo. Aí, também, algumas armadilhas, né? Automatizar spam só vai [inaudível] mais rápido. Eh, automatizar relevância, a gente consegue ter escala inteligente. E a substituir o humano. Esse, faz uns, faz uns meses eu fui numa palestra de um cara que veio do Vale do Silício, ele montou um, eh, ele, ele montou uma IA que tem uma voz humana, é um negócio bem impressionante mesmo. E aí, por acaso eu comecei a conversar com ele, ele falou: "Não, mas a minha IA, com a minha voz, com a voz humana, ela vai substituir as pessoas". Eu falei: "Não vai. As pessoas vão pegar e vão falar: 'Eu quero falar com o humano.'" E você vai ver, ela vai falar: "Ai, que saco." Ela vai aprender a falar só isso. Eh, então, o IA tem que potencializar o humano. Mil ferramentas aleatórias, que também tem isso, né? Eu tenho essa ferramenta que ela mede esse pedaço no WhatsApp. Eu tenho essa que mede isso, eu tenho essa que mede aquilo. Vira um caos. A gente tem que conseguir integrar as nossas plataformas e integrar os nossos dados, se a gente quer chegar de fato nessa atenção. E pra acabar, seja headline, não outdoor. Eu vi essa frase e eu achei muito legal. A gente quer dar show, né? Ninguém mais quer, ninguém mais presta atenção. Não é que ninguém mais presta, mas a gente tá atrás de quem tá dando o show, não de quem tá num outdoor, aparecendo, né? Aparece muito mais. A gente quer ver, a gente quer ver as pessoas relevantes. E, e aí não é mais como eu faço pro meu público prestar atenção em mim, mas é o que que alguém vai fazer, vai parar de scrollar pra conversar comigo, né? E números que não mentem nunca. Eh, a gente tem, ai, tô olhando pra lá, né? Eh, 50% das pessoas, elas já tiveram um projeto travado por uma falta de estratégia. Eu confesso, já, já, já gastei metade da minha verba e não fiz nada, justamente por uma falta de planejamento e por uma falta de ver o meu todo, como as coisas estavam funcionando. A gente ser dependente de mídia paga, eu não sei, eu não tenho a resposta pra isso. Mas a gente, pras nossas, pras nossas campanhas funcionarem 100% com mídia paga, a gente precisa achar caminhos de fazer diferente. Não sei qual vai ser, mas precisamos. Eh, 10.000 por mês, a gente, 10.000 por mês, enfim, a verba que for, a gente não pode querer ter visão de camarote investindo em arquibancada. Não vai rolar também. E, enfim, explorem o WhatsApp, no potencial real dele que vai valer a pena. E é isso, gente. Economia da atenção. Você compete com a Virginia, né? Com o Vale Tudo. TikTok, o grupinho do WhatsApp. E se você não for relevante, vai virar mute. Mas era isso que eu tinha pra falar. Espero que vocês tenham gostado.
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